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25 anos de criação

25 anos de criação, iniciando com touro mestiço nelore até chegar a famílias de vacas consagradas

Há 25 anos, em meados de 1987, Luiz Carlos Figueiredo iniciou a criação de gado holandês na cidade de Mandaguari-Paraná. A propriedade chamava-se SÍTIO DAS PEDRAS, um lugar de topografia muito acidentada, mas que serviu de aprendizado por 19 anos.

Sr. Luiz iniciou com aproximadamente 10 vacas mestiças que ele tinha na propriedade. Usava um touro mestiço nelore como reprodutor, e depois passou para um touro holandês de um vizinho de propriedade, o Sr. Luiz de Carvalho, até chegar o Caramuru, um touro vermelho e branco que Luiz Figueiredo comprou na Expoingá, em Maringá-PR, sendo este touro o grande precursor da implantação do gado holandês na propriedade. Ainda em 1987, Luiz Figueiredo comprou algumas vacas na região, das quais somente quatro eram Holandesas puras, também vermelha e branca, do Sr. Vicente Romagnole. A compra desses animais fez com que o Sr. Luiz se associasse à APCBRH (Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa), dando início à criação de gado Holandês.

Em 1994, com o intuito de melhorar a genética do rebanho da região, a Colari (Cooperativa de Laticínios de Mandaguari) iniciou um projeto idealizado pelo médico veterinário Dr. Newton Goy Kimura, que vinha implantando na região a técnica de transferência de embrião, e através dele, a Colari adquiriu duas vacas para serem doadoras de embriões. Sr. Luiz obteve algumas filhas delas, mas a que mais se destacou foi a MPF Edinéia Iparaná Pólo-TE, uma das vacas mais importantes da Fazenda e uma grande formadora de família. Com a formação desse centro de transferência de embriões, a Colari trouxe animais e embriões do Canadá, através de uma parceria do governo do estado do Paraná com a Coodapar. Sr. Luiz, empolgado como sempre, adquiriu vários embriões e também uma novilha importada, a Royler Lincoln Jess QE, da qual saíram vários descendentes e é hoje uma das maiores famílias da nossa fazenda.

Em 1997, o segundo filho do sr. Luiz, Reinaldo Carlos Figueiredo, assumiu o comando da propriedade e, juntos, decidiram melhorar a genética do rebanho. Na ocasião, tiveram a oportunidade de adquirir cinco vacas do Dr. Newton Kimura, que na época era o criador que detinha todas as premiações da região.

Sr. Luiz era membro da diretoria executiva da Colari junto com o Sr. Vicente Romagnole. Sr. Luiz nunca foi muito de comprar animais, mas em 2001 se sentiu obrigado, pois seu amigo Vicente estava liquidando o plantel e queríamos ter um pouco de sua genética em nossa propriedade, então adquirimos duas novilhas. Sr. Vicente saiu do cenário em meio a uma grande crise no setor, vários leilões aconteceram naquele ano no Brasil, ocorreu uma grande queda no preço e uma nova política se instalava no país, na qual o preço do leite não era mais tabelado pelo governo. Assim, as empresas do setor de lacticínios tinham que buscar eficiência e a concorrência começou. Reinaldo e seu gerente, Jomaro Felipe Gonçalves, sentiram a responsabilidade de não deixar acabar a raça na região, pois vários produtores também pensavam em sair da atividade, inclusive nós em alguns momentos, mas fomos persistentes.

Dr. Newton, que foi o veterinário que nos assistiu por muitos anos, aos poucos se tornou um grande amigo. Ele presenciou a mudança do padrão da raça no Sítio das Pedras, a qual passou de um gado mestiço sem origem para um gado Holandês. Em 1999, o Dr. Newton, que também dava assistência a outros produtores, se afastou das atividades como médico veterinário e assumiu a presidência da Colari. Na ocasião, quem passou a nos visitar foi o Dr. Alberto Assakura, que iniciou o trabalho com nutrição e aos poucos se tornou o veterinário responsável do Sítio Das Pedras.

No final de 2001, Dr. Newton e Reinaldo tiveram a ideia de fazer uma exposição da Cooperativa, que foi apresentada e aprovada pelos membros da Colari. Talvez esse tenha sido o grande passo profissional da vida do Reinaldo, pois o Dr. Newton sugeriu seu nome para ser o coordenador da exposição, e isso foi uma surpresa, pois o Reinaldo era muito tímido e o mais novo da equipe.

Com 26 anos e sem experiência, aceitou o desafio, fato este que mudou sua trajetória, pois ali nasceu uma grande semente, de muita dedicação e amor pela raça holandesa. Batizada pelo Reinaldo de Expolari (Exposição de animais da Colari), foi realizada por 6 anos consecutivos e dali em diante muitas coisas aconteceram. Em 2003, Reinaldo foi convidado pelo Newton a fazer parte da chapa da diretoria da Colari, tornando-se um dos diretores. Nesse mesmo ano, também foi convidado a fazer parte do conselho deliberativo técnico da APCBRH (Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa), na qual foi conselheiro durante quatro anos.

Em 2005, em uma reunião de família, Reinaldo foi escolhido para mudar-se para Cristalina para ajudar na administração dos investimentos da família. Reinaldo, que por diversas vezes escutou seu pai falar da vontade de produzir leite em Goiás, aliado à aprovação do Jomaro que era o gerente do Sítio Das Pedras, tomou a decisão de mudar as vacas, pois abandonar todo um trabalho não seria fácil... Incentivados pelo relevo, altitude, clima e potencial agrícola da região, a família aprovou o investimento no leite e a mudança de todo o plantel para Cristalina. Mudar-se do Paraná para Goiás não foi tão fácil assim, pois o Reinaldo estava com uma família recém-formada. Mas Deus os conduziu e assim deu-se início aos projetos e, consequentemente, às construções.

No dia 27 de janeiro de 2006 recebemos a visita da equipe da Delaval em nossa fazenda, entre eles o Gerson Reis, que nos apresentou vários nomes do setor leiteiro no estado. Um fato importante ocorreu no dia 15 Junho de 2006, quando recebemos a visita do Robson Vilela Sá Fortes, da equipe do Rehagro. Reinaldo tinha acabado de concluir um curso no qual Robson era um dos professores, e tinha vontade de discutir as dimensões das instalações com ele. Tínhamos um projeto para 400 vacas em lactação, mas depois de rodar a fazenda e ver o projeto, ele disse: ?Reinaldo, eu vim aqui para jogar lenha na fogueira, fazer com que você tenha a certeza de que está indo para o lugar certo. Quanto ao projeto, as dimensões estão todas corretas, não tem segredo, mas monte um projeto que caiba nesse espaço que você separou, faça o máximo que você puder.? Robson foi embora e Reinaldo e Luiz discutiram a ideia juntos, fizeram várias contas e optaram por redimensionar a planta. Foi então que nasceu o projeto para 2.000 vacas em lactação com 60.000 litros de leite por dia.

Outro fato importante foi a compra de todo o gado jovem da agropecuária São Bento, de propriedade do Peter Jordan, que estava liquidando o plantel. Reinaldo foi até a propriedade, analisou os registros e ficou louco com a genética. Comprou 127 cabeças, entre novilhas e bezerras. Foi aí que Reinaldo começou a trabalhar com gado de famílias consagradas, e iniciou uma nova metodologia de trabalho. Depois dessa compra, Reinaldo fez várias outras, adquiriu gado de 54 criatórios diferentes, comprou praticamente só novilhas, sempre buscando animais de grandes famílias, tornando-se assim um dos maiores bancos genéticos do Brasil.

Ainda em construção, a Fazenda Figueiredo não parou de crescer. São 6 anos de trabalho, vários títulos alcançados em Goiás e também alguns fora do estado. Hoje, a Fazenda é gerenciada pelo médico veterinário Pedro Henrique Amâncio Afonso. Há aproximadamente 600 vacas que produzem em torno de 19.000 litros de leite por dia, e conta com mais de 30 funcionários. Todos os nossos investimentos estão sendo feitos para oferecer maior conforto às nossas vacas, para que elas possam produzir e reproduzir mais. Nosso foco é a produção de leite de alta qualidade, buscando não agredir o meio ambiente e com soluções de energia renováveis.


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