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CLASSIFICAÇÃO LINEAR PARA TIPO - PORQUE FAZER?

A Classificação Linear para tipo ou registro seletivo, como também é chamada, é o termo utilizado para definir a metodologia técnica de avaliação morfológica dos animais da Raça Holandesa. No Brasil, teve início na década de 60, enquanto que nos EUA esta técnica é utilizada desde 1929. O modelo para tipo utilizado no Brasil é o canadense de 1993.

Quando falamos que um determinado animal foi classificado, significa dizer que o mesmo foi submetido à avaliação de um técnico (devidamente credenciado pelo Colégio Brasileiro de Classificadores), onde 23 características de importância econômica e funcional foram criteriosamente avaliadas. Essas características são divididas em 4 categorias.

Sistema mamário, pernas e pés, força leiteira e garupa.

O sistema mamário representa 42 % da pontuação e os requisitos avaliados nessa etapa são altura e largura do úbere posterior, posicionamento dos tetos posteriores, ligamento suspensório médio, inserção do úbere anterior, posicionamento dos tetos anteriores, textura e profundidade do úbere e comprimento dos tetos.

A outra característica de maior peso na avaliação é pernas e pés, que corresponde a 26% dos pontos, sendo digna de nota, qualidade óssea, pernas vista lateral e traseira, ângulo de casco e profundidade de talão.

A próxima caracteristica responsável por 22% da nota final é força leiteira, que resume estatura, largura de peito, profundidade corporal, angulosidade, condição corporal e nivelamento da linha superior do animal.

A última propriedade avaliada é a garupa, que contribui com 10% dos pontos, determinados pelas atribuições de largura e ângulo de garupa e força lombar.

Assim, a classificação das características morfológicas do animal é encerrada, com a pontuação de 0 a 100, como exemplificada no quadro abaixo:

CLASSE DAS VACAS   PONTUAÇÃO FINAL
FRACA F MENOR QUE 65
REGULAR R 65 A 74
BOA B 75 A 79
BOA PARA MAIS B+ 80 A 84
MUITO BOA MB 85 A 89
EXCELENTE EX 90 A 97
     

Podemos citar como benefícios da classificação linear:

* Fornece uma avaliação objetiva de cada animal, individualizando qualidades e deficiências individuais;

* A identificação dos melhores animais para tipo da propriedade, consequentemente os de piores conformações;

* Os pontos positivos e negativos de cada animal, auxiliando diretamente no acasalamento dos mesmos;

* A valorização dos pedigrees dos animais, pois as classificações constam nas genealogias;

* Auxilia no descarte de animais e na evolução de animais PC (puro por cruza) para PO (puro de origem);

* Auxilia na seleção das novilhas para reposição, facilitando o descarte das filhas das vacas com defeitos importantes;

* Valorização comercial dos animais, famílias e rebanhos classificados;

* Avalia a eficiência do programa genético pela comparação da pontuação das mães e filhas;

 

Texto:

Pedro César Medeiros de Deus Vieira
Médico Veterinário da Fazenda Figueiredo


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